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Marcelo Guerreiro defende reforço da ação em relação ao flagelo da violência doméstica

27/02/2019

Ourique acolheu hoje a assinatura do protocolo de cooperação para a prevenção e o combate à violência contra as mulheres e a violência doméstica, numa cerimónia presidida pela Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, que contou com a participação de muitas entidades regionais e dos Município de Aljustrel, Almodôvar, Castro Verde, Ferreira do Alentejo e de Ourique.

Marcelo Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal de Ourique defendeu que “Na vida como nas comunidades, há momentos assim. Momentos de emergência. Momentos em que temos de superar os compartimentos em que o Estado e as comunidades estão organizados, para agirmos como um corpo só, com articulação, com redobrada vigilância em relação aos sinais, com eficácia e com uma forte ação no mesmo sentido.

É assim no socorro e na emergência, em geral, prestados pela proteção civil.

Terá de ser assim no combate à violência doméstica.

Cobre-nos de vergonha a realidade.

As falhas, as mortes e alguma indiferença social perante a gravidade da situação.

Este é o tempo de dizer basta e agir em conformidade.

Somando esforços, superando as quintinhas de cada um e colocando o melhor que sabemos ao serviço de um combate civilizacional.

É preciso estancar esta barbárie.

Quando alguns se distraem com o acessório, temos que recentrar a atenção, a mobilização e a capacidade de ação no essencial.

Não há, não pode haver, progresso, modernidade ou qualquer outro referencial de avanço das nossas comunidades sem termos resolvido ou pelo menos revertido este desastre coletivo.

Não é fácil, porque é preciso mudar preconceitos e ideias de décadas.

Não é fácil, porque são muitas as fontes de distração e de dispersão dos recursos.

Não é fácil, mas se o fosse já tinha sido resolvido e não estaríamos aqui hoje.

Naturalmente, Ourique diz presente.

Para trabalhar na prevenção, na transformação, na repressão concretizada pelas entidades competentes e na concretização de respostas para as vítimas da violência doméstica, nas suas diversas expressões.

Somos uma comunidade e um território rural, comprometido com as tradições e com uma forte identidade que quer fazer questão em não ter a marca da violência doméstica como parte da sua realidade.

Saudamos por isso o apoio do Governo, a mobilização de tantas entidades e o compromisso comum de combater a violência doméstica e somar os esforços parciais para uma resposta integrada para as vítimas.

Como em tantos outros momentos da História de Portugal ou da Democracia, aqui de Ourique onde se afirmou a Portugalidade, estamos certos que em conjunto vamos conseguir.

Vamos ao trabalho!”.

O ano de 2019 tem registado um acréscimo de mortalidade de mulheres na sequência de episódios de violência doméstica, razão mais do que suficiente para reforçar a articulação e ação das diversas entidades com responsabilidades no Baixo Alentejo.

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